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O Futuro da Fundição passa pelo IPT: Destaques da Retrospectiva 2025

Para o profissional que vive o dia a dia do chão de fábrica e da gestão estratégica, inovação não pode ser apenas uma palavra bonita — ela precisa de métricas, viabilidade e impacto real no custo da tonelada fundida. A recém-lançada Retrospectiva 2025 do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) mostra que a metalurgia brasileira está entrando em uma nova era, onde a sustentabilidade e a soberania tecnológica deixaram de ser metas distantes para se tornarem ativos de balanço.


Neste artigo, exploramos como os avanços em mineração urbana, terras raras e descarbonização estão moldando o setor.



1. Mineração Urbana: A Fundição como Centro da Economia Circular

Um dos marcos de 2025 foi a consolidação da REMINERA (Rede de Mineração Urbana e Reciclagem Avançada). O projeto, que conta com a colaboração de gigantes como a Tupy e a Cecil, propõe uma mudança de paradigma: olhar para o resíduo eletroeletrônico não como lixo, mas como uma "mina" de metais de alto valor.

Para a nossa indústria, isso significa:

  • Redução de dependência: Menor volatilidade de preços ao utilizar sucatas nobres e metais recuperados domesticamente.

  • Logística Reversa: A fundição assume um papel estratégico na economia circular, agregando valor a resíduos que antes seriam descartados.


2. Terras Raras e a Independência em Ligas Especiais

A inauguração da Planta de Processamento de Terras Raras em outubro de 2025 é um divisor de águas. Com foco em elementos como neodímio e praseodímio, o IPT agora possui infraestrutura para desenvolver pós metálicos e ligas de alta performance para setores como o automotivo e o de energias renováveis.

Para quem trabalha com manufatura aditiva ou ligas de precisão, essa planta representa a chance de ver o Brasil produzir materiais que hoje são majoritariamente importados.


3. Descarbonização: O Hidrogênio na Metalurgia

O setor metalúrgico é um dos "hard to abate" (difíceis de descarbonizar). O LabH2 (Laboratório de Hidrogênio), com investimentos de mais de R$ 50 milhões, está testando o uso do hidrogênio em processos siderúrgicos. Embora ainda em escala de desenvolvimento, a mensagem é clara: o ESG será o critério de seleção de fornecedores em um futuro muito próximo, e o IPT já está pavimentando essa estrada.


4. Números que Passam Confiança

Inovação requer estabilidade. Em 2025, o IPT demonstrou uma saúde financeira robusta:

  • Faturamento: R$ 213,5 milhões (crescimento de 6,8%).

  • Eficiência: Os custos subiram apenas 0,68%, mostrando uma gestão disciplinada.

  • Captação: R$ 215,2 milhões atraídos especificamente para novos projetos de inovação.

  • Satisfação (NPS): 87 pontos, o que garante que as empresas que contratam o IPT estão recebendo entregas de excelência.


Análise: O Copo Meio Cheio e os Desafios

Pontos Positivos

Desafios (Pontos de Atenção)

Acesso Facilitado: O modelo IPT Open democratiza o acesso ao P&D para fundições de médio porte.

Escala Industrial: Muitas tecnologias de reciclagem avançada ainda precisam provar viabilidade em altíssimos volumes.

Inteligência Artificial: O centro MaterI.A. está acelerando a descoberta de novas ligas metálicas.

Mão de Obra Qualificada: A transição para processos mais tecnológicos exige uma reciclagem urgente dos profissionais do setor.

Por que isso importa para você?

O IPT deixou de ser apenas um laboratório de ensaios para se tornar um hub de negócios tecnológicos. Para o profissional de fundição, estar atento a esses movimentos é a diferença entre ser apenas um fornecedor de peças ou um parceiro estratégico em cadeias globais de valor.


Profissionais que Lideram essa Transformação

Conheça alguns dos líderes por trás dessas iniciativas (links para perfis no LinkedIn):


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Fontes e Referências Adicionais:

  1. IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Relatório Retrospectiva 2025.

  2. Governo do Estado de São Paulo. Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

  3. ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração). Parceria REMINERA e Sustentabilidade.

  4. Revista Pesquisa FAPESP. Entrevista sobre Soberania em Terras Raras.



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